Oi amores!
Pois é, como vocês sabem, eu montei esse ano para ir a Parada Gay de Brasília. Todo ano eu monto exclusivamente nessa data pois "montar" dá trabalho e é pra poucos. Mas esse ano eu fiz uma coisa diferente: quando acabou a parada e eu estava mortérrima de fome, pois passei o dia com 3 barrinhas de Nutri (pra manter a barriguinha sob controle, claro!!), uns amigos me convidaram para ir ao Jera na Asa Sul. Me perguntaram se eu passaria em casa pra trocar de roupa, e eu disse que não, iria assim mesmo, montada! E lá fomos nós...
Quando chegamos ao restaurante, causamos o maior frisson. Todos ficaram nos olhando. Eu não estava nem aí, simplesmente, cheguei, arrasei e sentei a mesa. Como sentei de costas não notei a atitude das pessoas. Mas os amigos foram me relatando. As mulheres do lugar me olharam com uma mistura de raiva e ciúmes, e os caras com cara de ódio.
Enfim, fizemos nossos pedidos e comemos normalmente, pois pra quem não sabe, somos normais e feitos a imagem de semelhança de Papai do Céu, que alías teve um bom gosto imenso quando nos criou.
Depois de comermos, na hora do cafezinho, um grupo de amigos levantou e começou a falar perto de nós. Eu não prestei atenção, mas quando vi, um dos meus amigos pegou um prato e disse que ia jogar no focinho de um carinha que havia acabado de comentar com seus amiguinhos que "eu estava ali no restaurante fazendo ponto, e que ele não sabia como o restaurante permitiu que uma pessoa como eu, se sentasse e comesse lá." Eu bem que poderia levantar e bater na cara dele, mas pensei: "por que fazer isso? Se agisse assim estaria contribuindo para que depois me chamassem de drag barraqueira, vagabunda ou vadia.", como estão acostumados a chamar as amigas travestis, transex, montadas, etc. Eu não iria contribuir para esse preconceito ridículo, demagógico e hipócrita deles. Nunquinha, meu bem!! Logo depois, eles se foram, pra nossa alegria. Rezadeira como sou, para o azar deles, já pedi a Papai do Céu pra fazer justiça pois ninguém no planeta merece ser tratado desse jeito.
Ficamos conversando, eu e meus amados amigos, mais um tempo e concluímos algumas coisas:
- O olhar raivoso das mulheres tinha a ver com inveja, e da grossa. Seus namoradinhos não teriam como pagar uma maquiagem maravilhosa como a que eu estava usando. E o vestido, então?? Com certeza minha beleza, e modéstia parte eu estava linda mesmo, incomodou muito. Como podia uma bichinha como eu estar tão bela e esplendorosa, tão melhor que elas??? Além de sorridente e bem humorada??? E mais, e o mêdo dos seus namoradinhos olharem para mim e me desejarem??? É amigos e amigas, o buraco é bem mais em baixo.
- Já os meninos olharam com ódio, profundamente perturbados, pois quem sabe não estavam a fim de me pegar e me levar pra cama. E serem passivos pra mim. Será que não estavam numa prisão??? E querendo loucamente se libertar??? Minha liberdade pra eles, era motivo também de inveja.
Liberdade: que palavra linda, não? Minha amiga disse que de todas as pessoas que participaram do nosso grupo jovem, eu era a mais livre, mais feliz delas! Ela disse isso com lágrimas nos olhos. Quão verdadeira foi essa frase... Eu senti um arrepio na alma quando a ouvi. Liberdade assusta, meu povo, e muito. Mas eu não troco ela por nada, nada nesse mundo.
Eu tenho a profunda liberdade de me vestir de mulher e de adorar o meu Deus e Criador! Isso ninguém jamais vai me tirar e eu não vendo nem troco por nada, nem nenhum dinheiro desse mundo!!!!!!
Agora uma coisa ainda me perturba: eu me "monto" uma vez por ano e já fui vítima de tanta hipocrisia em uma noite só. E quem se "monta" pra viver? Ou porque não se enxerga de outro jeito a não ser vestida de mulher? Esses, meus amigos, são os verdadeiros heróis e heroínas do nosso tempo pois lutam pela sua liberdade! Pra eles e elas, eu me curvo e aplaudo, pois são todos e todas criações maravilhosas do meu Deus que nos ama a todos sem fazer acepção de pessoas e de forma incondicional!
Antes de me despedir, tenho que reconhecer o carinho imenso que o pessoal do Jera nos tratou. Os garçons foram de uma simplicidade fascinante, honestos, atenciosos e carinhosos. Ponto pra eles e que continuem assim!!
Um beijo e até a próxima!!
Pois é, como vocês sabem, eu montei esse ano para ir a Parada Gay de Brasília. Todo ano eu monto exclusivamente nessa data pois "montar" dá trabalho e é pra poucos. Mas esse ano eu fiz uma coisa diferente: quando acabou a parada e eu estava mortérrima de fome, pois passei o dia com 3 barrinhas de Nutri (pra manter a barriguinha sob controle, claro!!), uns amigos me convidaram para ir ao Jera na Asa Sul. Me perguntaram se eu passaria em casa pra trocar de roupa, e eu disse que não, iria assim mesmo, montada! E lá fomos nós...
Quando chegamos ao restaurante, causamos o maior frisson. Todos ficaram nos olhando. Eu não estava nem aí, simplesmente, cheguei, arrasei e sentei a mesa. Como sentei de costas não notei a atitude das pessoas. Mas os amigos foram me relatando. As mulheres do lugar me olharam com uma mistura de raiva e ciúmes, e os caras com cara de ódio.
Enfim, fizemos nossos pedidos e comemos normalmente, pois pra quem não sabe, somos normais e feitos a imagem de semelhança de Papai do Céu, que alías teve um bom gosto imenso quando nos criou.
Depois de comermos, na hora do cafezinho, um grupo de amigos levantou e começou a falar perto de nós. Eu não prestei atenção, mas quando vi, um dos meus amigos pegou um prato e disse que ia jogar no focinho de um carinha que havia acabado de comentar com seus amiguinhos que "eu estava ali no restaurante fazendo ponto, e que ele não sabia como o restaurante permitiu que uma pessoa como eu, se sentasse e comesse lá." Eu bem que poderia levantar e bater na cara dele, mas pensei: "por que fazer isso? Se agisse assim estaria contribuindo para que depois me chamassem de drag barraqueira, vagabunda ou vadia.", como estão acostumados a chamar as amigas travestis, transex, montadas, etc. Eu não iria contribuir para esse preconceito ridículo, demagógico e hipócrita deles. Nunquinha, meu bem!! Logo depois, eles se foram, pra nossa alegria. Rezadeira como sou, para o azar deles, já pedi a Papai do Céu pra fazer justiça pois ninguém no planeta merece ser tratado desse jeito.
Ficamos conversando, eu e meus amados amigos, mais um tempo e concluímos algumas coisas:
- O olhar raivoso das mulheres tinha a ver com inveja, e da grossa. Seus namoradinhos não teriam como pagar uma maquiagem maravilhosa como a que eu estava usando. E o vestido, então?? Com certeza minha beleza, e modéstia parte eu estava linda mesmo, incomodou muito. Como podia uma bichinha como eu estar tão bela e esplendorosa, tão melhor que elas??? Além de sorridente e bem humorada??? E mais, e o mêdo dos seus namoradinhos olharem para mim e me desejarem??? É amigos e amigas, o buraco é bem mais em baixo.
- Já os meninos olharam com ódio, profundamente perturbados, pois quem sabe não estavam a fim de me pegar e me levar pra cama. E serem passivos pra mim. Será que não estavam numa prisão??? E querendo loucamente se libertar??? Minha liberdade pra eles, era motivo também de inveja.
Liberdade: que palavra linda, não? Minha amiga disse que de todas as pessoas que participaram do nosso grupo jovem, eu era a mais livre, mais feliz delas! Ela disse isso com lágrimas nos olhos. Quão verdadeira foi essa frase... Eu senti um arrepio na alma quando a ouvi. Liberdade assusta, meu povo, e muito. Mas eu não troco ela por nada, nada nesse mundo.
Eu tenho a profunda liberdade de me vestir de mulher e de adorar o meu Deus e Criador! Isso ninguém jamais vai me tirar e eu não vendo nem troco por nada, nem nenhum dinheiro desse mundo!!!!!!
Agora uma coisa ainda me perturba: eu me "monto" uma vez por ano e já fui vítima de tanta hipocrisia em uma noite só. E quem se "monta" pra viver? Ou porque não se enxerga de outro jeito a não ser vestida de mulher? Esses, meus amigos, são os verdadeiros heróis e heroínas do nosso tempo pois lutam pela sua liberdade! Pra eles e elas, eu me curvo e aplaudo, pois são todos e todas criações maravilhosas do meu Deus que nos ama a todos sem fazer acepção de pessoas e de forma incondicional!
Antes de me despedir, tenho que reconhecer o carinho imenso que o pessoal do Jera nos tratou. Os garçons foram de uma simplicidade fascinante, honestos, atenciosos e carinhosos. Ponto pra eles e que continuem assim!!
Um beijo e até a próxima!!
Um comentário:
;)
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